A inteligência artificial começa a ocupar uma etapa antes controlada por buscadores, lojas e equipes de atendimento: a descoberta e a recomendação de produtos. Pesquisa global da R/GA FutureVision, com mais de 3.000 consumidores, mostra que 64% usaram IA para pesquisar um produto ou serviço nos três meses anteriores ao levantamento.
Delegar exige confiança
O estudo indica que 49% dos participantes se sentem confortáveis em deixar a IA fazer uma compra em seu nome, embora apenas 7% já tenham permitido isso. Competência, controle e conveniência aparecem como benefícios avaliados pelos consumidores, enquanto risco financeiro, risco funcional e privacidade funcionam como freios. A pesquisa também aponta que 60% se preocupam com o uso de seus dados.
Três frentes para as marcas
A R/GA recomenda que as empresas se tornem legíveis para sistemas de IA, estejam preparadas para transações nesses ambientes e considerem desenvolver agentes próprios. A proposta é organizar portfólio, identidade e informações de modo que ferramentas automatizadas consigam compreender e representar a marca com precisão.
Para empresas criativas, o movimento transforma branding em infraestrutura de negócio: além de comunicar uma promessa, a marca precisa fornecer dados, regras e experiências que possam ser interpretados por agentes e consumidores. A oportunidade está em preparar essa presença antes que terceiros definam como a empresa será encontrada e descrita.
Foto: Andrii/Adobestockcom
Fonte: Meio & Mensagem — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.




